EDICC 13

13º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura

Mesa 2 - A Inteligência Artificial e o saber natural

A inteligência artificial vem transformando as formas como produzimos conhecimento, nos relacionamos com as tecnologias e imaginamos o futuro. Ao mesmo tempo em que sistemas cada vez mais sofisticados ampliam possibilidades de criação, pesquisa e tomada de decisões, também provocam questões sobre seus impactos sociais, ambientais e éticos. Diante desse cenário, torna-se necessário perguntar: o que significa produzir inteligência e conhecimento em um mundo atravessado por diferentes formas de vida, saberes e tecnologias?

A mesa “A Inteligência Artificial e a Sabedoria Natural” propõe um diálogo entre diferentes perspectivas sobre as relações entre tecnologia, ciência, natureza e sociedade. Partindo dos desafios contemporâneos colocados pela inteligência artificial, a conversa busca tensionar a ideia de que a inovação tecnológica constitui, por si só, um caminho inevitável para o futuro, colocando em questão quais conhecimentos são valorizados, quais formas de inteligência reconhecemos e que relações estabelecemos com o mundo natural.

Em diálogo com as discussões propostas pelo 13º EDICC, a conversa também convida a pensar sobre como ciência e tecnologia podem contribuir para a construção de futuros mais diversos, sustentáveis e socialmente responsáveis. Entre a inteligência produzida por máquinas e os saberes construídos nas relações entre humanos, territórios e outras formas de vida, a mesa propõe uma pergunta central: o que podemos aprender com diferentes formas de inteligência para imaginar outros modos de viver e produzir conhecimento no futuro?

  • Data: 21/10 – 10h30 às 12h30
  • Local: Em breve
  • Convidades: João Cortese, Diego Vicentin e Sandra Avila
  • Mediação:  Eduarda Veiga

Diego Jair Vicentin

Cientista social, mestre e doutor em Sociologia. Professor Livre-Docente da disciplina "Sociedade da Informação" da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). As relações entre tecnologia e política constituem o foco de seus interesses de pesquisa, com ênfase nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Alguns dos temas mais recentes de pesquisa e orientação são: redes móveis, espectro eletromagnético, redes comunitárias, propaganda computacional, inteligência artificial e ciência de dados. Ao longo de sua trajetória como cientista social também trabalhou e publicou nas áreas de sociologia da violência, Democracia e Direitos Humanos. Membro fundador da Rede de Pesquisa em Governança da Internet, membro do conselho consultivo da Rede LAVITS e pesquisador associado ao Brazilan Institute of Data Science (BI0S).

João Cortese

João Cortese é professor de Filosofia no Instituto de Biociências da USP. Coordenador do Biófilo - Laboratório de Filosofia e Biologia (https://biofilo.ib.usp.br/). Doutor em Epistemologia e História da Ciência pela Université de Paris 7 e doutor em Filosofia pela USP (co-tutela). Coordenador da área de Ética da iniciativa Understanding Artificial Intelligence (UAI), do IEA-USP. Atua nas áreas de História e Filosofia da Ciência, Bioética e Ética da Inteligência Artificial.

Sandra Avila

Sandra Avila é professora Associada no Instituto de Computação, UNICAMP. É doutora em Ciência da Computação, com duplo diploma, pela UFMG e pela Sorbonne Université (França), em 2013. É livre-docente em Aprendizado de Máquina pela UNICAMP (2025). É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq Nível 2 (desde 2021). Ganhou os prêmios Google Latin America Research Awards (2018–2021), Google Awards for Inclusion Research (2022), o prêmio de Reconhecimento Acadêmico em Direitos Humanos UNICAMP-Instituto Vladimir Herzog (2023 e 2024), e o prêmio Dermatologia Mais Inclusiva do Grupo L'Oréal Brasil (2025). Suas pesquisas estão voltadas para Inteligência Artificial Responsável.

O LABJOR

O Labjor é um centro de referência para a pesquisa e a formação em divulgação científica e cultural no Brasil. Faz parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).  

REALIZAÇÃO