Em um tempo marcado pela crise climática, pelo avanço acelerado das tecnologias e pela emergência de novas formas de inteligência artificial, pensar o futuro exige também questionar quais mundos estamos construindo — e quais mundos estão sendo ameaçados. Inspirada nas provocações de Ailton Krenak em Ideias para Adiar o Fim do Mundo (2020), a mesa de abertura do 13º EDICC propõe uma conversa sobre as possibilidades de imaginar e produzir outros futuros.
A partir de diferentes perspectivas que atravessam os campos da ciência, da educação, da cultura e dos saberes indígenas, a mesa busca deslocar a ideia de um futuro único e inevitável para pensar na multiplicidade de mundos, conhecimentos e formas de existência que podem coexistir. Se o fim parece anunciado por diferentes crises do presente, que ideias, práticas e alianças podem nos ajudar a adiá-lo?
Mais do que prever como será o amanhã, a mesa convida a perguntar: que futuros queremos tornar possíveis e que modos de existência precisamos afirmar para que eles possam acontecer? Nesse movimento, a divulgação científica e cultural aparece não apenas como espaço de circulação de conhecimentos, mas como prática capaz de criar encontros, tensionar imaginários e abrir caminhos para outros futuros.

Bióloga e artista visual, é outora e mestre em Educação pela FE-Unicamp. Especialista em Jornalismo Científico pelo Labjor-Unicamp. Pós-doutora em Artes pelo IA-UFPA. É pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), da Universidade Estadual de Campinas. É professora do Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural (MDCC) do Labjor-IEL-Unicamp. É editora-chefe da Revista ClimaCom. Coordena a Rede Latino-Americana de Divulgação Científica e Mudanças Climáticas (Rede DCMC). Cocoordena, junto com Lilian Maus, a unidade científica "Comunicação, cultura e arte" do INCT ONSEAdapta de Segurança Hídrica. Suas pesquisas buscam experimentar, entre artes, ciências e comunicações, um perceber-fazer floresta vital em tempos de catástrofes.

Estudante indígena do curso Estudo literário 023. Pesquisadora e tradutora do programa de extensão Magüta: Segurança na Amazônia: Ambiente, comunidade e Alimentação no Alto Solimões-Am, atua como Co-coordenadora do coletivo das Acadêmicas Indígenas Uirapuru-AIU. Além disso, é artista indígena de canto, danças e contadora de história do povo Tikun

Professora Titular da Faculdade de Educação da UNICAMP (DEPASE), onde atualmente exerce a direção da unidade (2024-2028). Lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Avaliação Educacional (GEPALE) e é vice-presidente da Região Sudeste da Sociedade Brasileira de Educação Comparada (2025-2027). Possui graduação, mestrado e doutorado em Educação, com Livre-Docência em Política Educacional pela Unicamp (2015) e Titularidade na mesma área (2022). Suas pesquisas concentram-se em política educacional, avaliação de sistemas educativos, gestão escolar, educação de jovens e adultos e ações afirmativas. Entre suas premiações destacam-se o Prêmio Zeferino Vaz (Unicamp, 2023) e o Zumbi dos Palmares (Câmara Municipal de Campinas, 2020).